Ethos, logos e pathos: como Aristóteles inventou (sem querer) os princípios da redação web

Aristóteles acabou se tornando o pai da redação web, mesmo que o filósofo grego nascido em 384 a.C. não tivesse a menor noção do que isso seria no futuro. Discípulo de Platão e da mesma escola de Sócrates, fez parte de um grupo de pensadores que modificaram a forma de enxergar a humanidade e da qual a mesma se baseia até hoje.

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No livro “A Retórica” ele descreveu pela primeira vez a lógica, a dialética e a retórica como elementos chave da filosofia. E é desse livro que se extrai todo o sentido do trabalho de um redator de conteúdo: a arte do convencimento, da eloquência e o bom uso da palavra, persuadindo o leitor a fazer o que se deseja.

Os três pilares da retórica

O redator web não foca apenas na persuasão direta ao leitor, mas utiliza de vários artifícios para atingir seu objetivo. No livro “A Retórica”, Aristóteles divide o assunto em três pilares para melhor compreensão sobre o assunto: ethons, logos e phatos.

O ethnos se refere e ética, cuja importância é fundamental para dar credibilidade a informação repassada ao leitor. É preciso que haja uma identificação com o público e confiança e reconhecimento de sua autoridade diante do assunto abordado. Isso significa que não basta apenas escrever um bom conteúdo e esperar uma resposta imediata de audiência, mas manter a produção sempre de alto nível até que ela seja considerada uma referência sobre o assunto abordado.

O logos é a lógica de um texto, que precisa ser baseado na razão para que as palavras tenham credibilidade. É no logos onde paira o limite entre o bom e o mau texto, que pode se basear em promessas impossíveis e respostas vazias ou em ser objetivo, coerente e com informações com créditos sobre a fonte de pesquisa.

Já o pathos é a empatia do conteúdo, ou seja, a sua capacidade de emocionar o leitor e não ser apenas um texto frio e racional. Um bom texto em uma estrutura lógica, baseada na ética, mas também incluem emoção boa ou ruim, mas que seja capaz de convencer o leitor definitivamente por gatilhos mentais que ativam as suas ideias.

A melhor forma de incluir o pathos na narrativa é ambientar o leitor a ela, manter um diálogo, ter controle e manter o texto fluido com frases de efeito em seu término. Como uma história a ser contata, o leitor deseja ser impactado, aguardar o epílogo e se envolver com a trama.

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2018-05-08T14:16:54+00:00 maio, 2018|Categories: Marketing de Conteúdo|Comentários desativados em Ethos, logos e pathos: como Aristóteles inventou (sem querer) os princípios da redação web